VM – Disparo e Ciclagem; Ti e Te

VM – Disparo e Ciclagem; Ti e Te

DISPARO – É o ponto no qual se inicia o ciclo respiratório.

No disparo, se vê se o ciclo é controlado (iniciado pela máquina de ventilação mecânico) ou se é assistido (disparado por um pequenos esforços do paciente). O termo assistido provavelmente se trata de um erro de tradução: o mais correto seria dizer ciclo assistente, pois é um ciclo que ajuda (ou assiste, tendo o mesmo radical da palavra assistente) o início de um esforço do paciente.

Nas máquinas mais antigas, nos ciclos assistidos, a sensibilidade que inicia o DISPARO acontece por uma pequena PRESSÃO NEGATIVA gerada pela musculatura do paciente – sensibilidade é medida em cmH2O negativos. Nas máquinas mais novas, nos ciclos assistidos, a sensibilidade que inicia o DISPARO acontece por um pequeno FLUXO POSITIVO gerado pela musculatura do paciente – a sensibilidade é medida em L/min positivos.

Nos ciclos assistidos, o paciente exerce um TRABALHO mínimo medido em Joules para gerar o DISPARO na máquina de ventilação mecânica.

Por definição o ciclo respiratório se inicia no DISPARO e também termina no DISPARO que dá início ao próximo ciclo. O DISPARO também é um ponto que marca o fim do Tempo Expiratório e o início do Tempo Inspiratório.

CICLAGEM – é um ponto que marca o fim do tempo inspiratório (Ti)e o início do tempo expiratório (Te). A somas do Ti e do Te geram o tempo total do ciclo respiratório. A proporção entre o Ti e o Te gera a relação I:E, que idealmente deve apresentar bem maior proporção para o Te.

TEMPO INSPIRARÓRIO (Ti) – é um período de tempo inicial do ciclo respirwtório que costuma ser medido em segundos. Costuma ser realizado de forma ativa pela máquina que gera um TRABALHO medido em Joules no pacientes. No Ti, o FLUXO É POSITIVO, ou seja, acontece entrada de ar no pulmão do paciente.

TEMPO EXPIRATÓRIO (Te) – é período de tempo, também medido em segundos, no qual acontece o esvaziamento pulmonar. O esvaziamento em condições de conforto respiratório costuma ser completamente passivo (sem ajuda de musculatura respiratória) e corresponde ao retorno ponto de repouso por conta da retração de estruturas elásticas. Nesse caso, no conforto respiratório, não há gasto energético durante o Te. Durante o Te, o FLUXO É NEGATIVO, ou seja, acontece saída de ar do pulmão do paciente.

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